O valor total da operação compreende R$ 212 milhões pagos à vista, acrescido de até R$ 20 milhões a título de "earn-out" a ser realizado em 2027, condicionado ao desempenho da receita em 2026.
A transação foi realizada por meio da Telefônica Infraestrutura e Segurança (TIS), unidade de negócios indiretamente controlada pela Vivo. Além da aquisição das quotas, a operação inclui a compra de licenças perpétuas de software no valor de R$ 48 milhões, elevando o investimento total para aproximadamente R$ 280 milhões.
A empresa adquirida, denominada CyberCo Brasil ou Telefônica Cibersegurança e Tecnologia, é especializada em soluções integradas de cibersegurança e segurança da informação, oferecendo consultoria, projetos e revenda de software e hardware.
Com mais de 300 especialistas em seu quadro, a companhia possui expertise consolidada no mercado corporativo brasileiro.
A aquisição alinha-se com a estratégia de diversificação da Vivo em serviços digitais de alto valor agregado. A operação possibilita a ampliação do portfólio de soluções, abrangendo proteção de dispositivos, redes, ambientes em nuvem, gestão de identidade, resposta a incidentes, gestão de vulnerabilidades e implantação de projetos em tecnologia e segurança da informação.
Ao centralizar essas operações sob a marca Vivo, a companhia evita duplicação de esforços comerciais e otimiza a eficiência operacional, integrando a força comercial e acelerando o lançamento de novos produtos.
O mercado de cibersegurança representa um segmento estratégico e em expansão para a Vivo. Nos últimos 12 meses até setembro de 2025, a linha de negócios de cibersegurança da Telefônica Brasil registrou receita de R$ 5,1 bilhões, evidenciando um crescimento robusto de 34,2% no período.
Este desempenho corresponde a 8,6% do faturamento total da companhia, consolidando a importância relativa do segmento no portfólio geral.
A estratégia de consolidação da Vivo em cibersegurança está integrada a um ecossistema mais amplo de soluções digitais para o segmento corporativo.
O portfólio B2B da operadora engloba soluções de tecnologia da informação, computação em nuvem, análise de big data, Internet das Coisas (IoT), mensageria corporativa e locação de equipamentos. A conectividade de ultra-velocidade fornecida pela fibra e 5G funciona como plataforma habilitadora para esses serviços de valor agregado.
A aquisição também reflete a trajetória de consolidação da Vivo em soluções de infraestrutura e segurança. Três anos antes, a TIS já havia adquirido a Vita IT, posteriormente rebatizada como Vivo Vita, empresa com reconhecida atuação em integração e gestão de soluções de networking.
Esse histórico de investimentos sinaliza a continuidade do posicionamento da Vivo como provedora de soluções completas e integradas para o mercado corporativo.
A operação insere-se em um contexto mais amplo de reorganização da Telefónica em nível global. A companhia espanhola implementou mudanças significativas em sua operação na América Latina durante 2025, vendendo operações na Colômbia, Uruguai, Equador e Argentina, além de sair do Perú, concentrando esforços em mercados considerados mais promissores, incluindo o Brasil.
A decisão de centralizar a divisão de cibersegurança da Telefónica Tech diretamente na Vivo reflete essa estratégia de focar recursos e agilizar a operação em mercados-chave.
O mercado de cibersegurança corporativa no Brasil encontra-se em fase de expansão, impulsionado pelo aumento de investimentos empresariais em proteção digital e gestão de riscos.
A aquisição posiciona a Vivo para capturar oportunidades neste segmento em crescimento, oferecendo soluções abrangentes respaldadas pela experiência consolidada da CyberCo Brasil e pela capacidade operacional de uma das maiores operadoras de telecomunicações do país.

